sábado, 15 de dezembro de 2007

Se eu fosse um Marinho...

Acabo de ver qual será a matéria de capa do programa Fantástico deste domingo. Glória Maria em entrevista exclusiva com a filha de Fidel Castro (uma das).
Tal filha é Alina Fernandez, se exilou em Miami por considerar o pai um tirano.
Digo-lhes que posso ver qual será a abordagem do Fantástico. É bem simples... "Se eu fosse da família Marinho, o que faria...?".
Nessa condição eu usaria o fato de Alina ser filha de Fidel para dar credibilidade às suas acusações. Talvez falasse pouco e superficialmente ou até mesmo omitiria o fato de que tal filha nunca teve maiores laços, além do sangüíneo, com Fidel. Falaria como o comportamento poligâmico do líder cubano é contra a moral e os bons costumes e ainda diria isso como se tivesse a ver com sua capacidade de liderar uma democracia. Democracia essa que colocaria em questão, já que nem sua própria filha pôde ficar na ilha. Se não omitisse, glorificaria o fato de Alina participar de uma Máfia que o governo dos EUA mantém, através da CIA, para tentar depor Fidel (essa que matou Che, tentou dar o Golpe na Venezuela e continua intrometendo-se em qualquer país insolente de terceiro mundo que ousa desafiar a supremacia Norte-Americana) e diria que isso sim é democracia!
Claro que tudo com um leve toque de jornalismo...
Quer começar a prever as abordagens das matérias da Rede Globo? Coloque-se no lugar de uma família que tem todo o interesse em proteger as instituições privadas, a concetração de renda, o monopólio da mídia, a desinformação pública, a demonização dos sistemas contrários ao capitalista.
Lembre-se: Nunca diga que em Cuba existem eleições que, ainda que diferentes da nossa, elegem Fidel a cada quatro anos, que apesar de ser TEORICAMENTE um regime totalitário, na prática é o mais democrático da América e que toda a miséria e falta de recursos da Ilha é devido ao embargo econômico que Mr. Bush promove.
Bom... aguardar para ver. Até domingo a noite.

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